Marabu-grande
Leptoptilos dubius · species
O marabu-grande é uma ave imensa da família Ciconiidae, restrita agora a pouquíssimas populações na Ásia. Alimenta-se de carniça e se dispersa amplamente fora da estação reprodutiva.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 145-150 cm de altura; comprimento médio 136 cm |
|---|---|
| Envergadura | 250 cm em média |
| Peso | Filhotes em cativeiro: 8-11 kg; adultos em comparação: 4-8,9 kg |
| Bico | 32,2 cm de comprimento em média |
| Dieta | Carniça, vísceras e ocasionalmente vertebrados |
| Habitat | Planícies inundadas, zonas úmidas da Ásia do Sul e Sudeste Asiático |
| Distribuição | Restrita a 3 populações: Assão (Índia), Bhagalpur (Índia) e Camboja |
| Conservação | Em perigo; população estimada em ~1.000 indivíduos em 2008 |
O marabu-grande pertence à família Ciconiidae e é uma ave de proporções imensuráveis. Seu tamanho coloca-o entre os maiores marabus vivos, comparável ao marabu-africano em envergadura de asas. A espécie apresenta caracteres diagnósticos bem definidos: bico enorme em forma de cunha, cabeça nua e pescoço nu com uma bolsa inflável pendente que se torna laranja-vivo na época reprodutiva. Durante o voo, retrai o pescoço como fazem as garças, possivelmente para equilibrar o peso do bico. No solo, sua marcha rígida e militar lhe rendeu historicamente o nome de "adjutor".
Alimenta-se principalmente de carniça e vísceras, compartilhando com abutres o hábito de voar em térmicas durante o dia. Embora seja uma ave necrófaga por excelência, ocasionalmente captura vertebrados vivos. A população atual reduz-se a apenas três núcleos reprodutores: duas colônias na Índia (Assão com cerca de 600 aves entre 1994-1996, e Bhagalpur com aproximadamente 75 ninhos em 2014) e uma no Camboja. Após a nidificação, os indivíduos se dispersam amplamente pela Planície Indo-Gangética, onde outrora eram muito comuns nas regiões inundadas do norte indiano.
Historicamente abundante, especialmente em Calcutá durante o século XIX, a espécie sofreu declínio acentuado, possivelmente ligado à melhoria do saneamento. Conhecida localmente por "hargila" (do assamês: engolidor de ossos), era considerada impura em contextos tradicionais, embora respeitada por seu papel de necrófaga e retratada no brasão de armas de Calcutá. Caçada ocasionalmente para uso em medicina tradicional, a população total em 2008 foi estimada em aproximadamente mil indivíduos, situando a espécie em perigo de extinção.
Galeria
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