Raposa-do-ártico
Vulpes lagopus · species
Pequena raposa ártica com pelo espesso que muda de cor conforme as estações, adaptada para sobreviver em temperaturas extremas abaixo de -70 °C.
A raposa-do-ártico é uma pequena raposa nativa das regiões árticas do hemisfério norte e amplamente distribuída pela tundra ártica. Está bem adaptada para viver em ambientes frios extremos, onde sua pelagem densa em várias camadas funciona como isolante térmico eficiente. Não começa a tremer sequer quando a temperatura cai para -70 °C, graças a estruturas especializadas como pequenas orelhas revestidas de pelo, patas grandes com pelagem lanuda que evitam afundamento na neve e funcionam como antiderrapante.
Existem duas formas geneticamente distintas: branca e azul. O morfo branco apresenta camuflagem sazonal, sendo branco no inverno e marrom-acinzentado no verão, enquanto a variação azul permanece azul escuro, marrom ou cinza o ano todo. A pelagem muda duas vezes ao ano, na primavera e no outono. Embora o alelo azul seja dominante, 99% da população de raposas árticas é do morfo branco.
As raposas-do-ártico permanecem ativas o ano todo e têm hábitos principalmente noturnos, embora seus padrões de atividade sejam flexíveis para se adaptarem aos de suas presas. Para conservar calor, enroscam-se firmemente dobrando as pernas e cabeça sob o corpo e atrás da cauda peluda, uma posição que minimiza a relação entre área de superfície e volume. No outono, aumentam suas reservas de gordura às vezes em mais de 50%, fornecendo maior isolamento durante o inverno e energia quando alimentos escasseiam.
A reprodução é monogâmica e ambos os pais cuidam da prole. O acasalamento ocorre de fevereiro a maio. A espécie apresenta o maior tamanho de ninhada conhecido na ordem Carnivora, podendo gerar de 3 a 25 filhotes. Os filhotes nascem cegos, com olhos e ouvidos fechados, abrindo-se apenas aos 14-16 dias de idade. A maturidade sexual ocorre dentro de 9-10 meses.
A dieta é onívora e oportunista, com composição que varia por região, estação e ano. Pequenos roedores como lêmingues e ratos são a base alimentar em muitas regiões, complementada por caranguejos, peixes, aves marinhas e ovos. A carne putrefata é importante especialmente no inverno, quando seguem ursos polares para se banquetearem com restos de focas. Também consomem material vegetal como bagas, frutos silvestres, gramíneas, plantas herbáceas e algas. Em épocas de abundância, armazenam carne em tocas de modo organizado para consumo durante os meses de inverno.
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Lado a lado, com tabela de dados.
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