Raposa-Fennec
Vulpes zerda · species
O feneco é a menor raposa do mundo, adaptada ao deserto do Saara com orelhas gigantescas que compõem 20% da superfície corporal e servem para dissipar calor.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento (cabeça-corpo) | 24–41 cm |
|---|---|
| Comprimento da cauda | 18–31 cm |
| Peso | 0,68 a 1,6 kg |
| Longevidade em cativeiro | até 14 anos (machos) e 13 anos (fêmeas) |
| Período de gestação | 50 a 52 dias, às vezes até 63 dias |
| Habitat | Desertos, regiões semidesérticas e montanhosas do Norte da África, Sinai e Península Arábica |
| Dieta | Onívora: pequenos roedores, lagartos, aves, ovos, frutas e tubérculos |
| Status de conservação | Menor preocupação (IUCN) |
O feneco, ou raposa-do-deserto, é a menor raposa entre todos os canídeos, nativo dos desertos do Saara e da Península do Sinai. Seu corpo diminuto contrasta com as orelhas excepcionalmente grandes, que ocupam 20% da área superficial corporal. Essas estruturas funcionam simultaneamente para dissipar calor e detectar presas se movimentando no subsolo, aproveitando uma audição extraordinariamente sensível.
As adaptações ao clima extremo vão além das orelhas. A pelagem é densa e longa, cobrindo inclusive as almofadas das patas, uma proteção contra a areia quente. Os rins filtram urina altamente concentrada, permitindo que o animal sobreviva longos períodos sem água. Mesmo o metabolismo é 33% inferior ao esperado para um mamífero de seu tamanho, reduzindo o gasto energético. Os vasos sanguíneos nas orelhas e plantas dos pés se dilatam em temperaturas altas para liberar calor máximo.
Na coloração, o dorso apresenta tom fulvo claro amarelado, enquanto as partes inferiores e membros são brancos. As orelhas exibem listras vermelhas no dorso, com interior e bordas brancas. A cauda, bem peluda, termina em ponta marrom-escura.
O feneco é onívoro, alimentando-se de pequenos roedores, lagartos, aves e ovos, além de frutas e tubérculos. Caça sozinho, cavando a areia em busca de presas, e ocasionalmente enterra o alimento para consumo posterior. Estruturalmente, sua caixa craniana apresenta cavidades timpânicas muito amplas, típicas de habitantes desérticos.
Esses animais vivem em pequenas comunidades de cerca de dez indivíduos em tocas complexas, com múltiplas entradas em solos compactados ou entradas simples em areia macia. Reproduzem-se uma vez ao ano, entre janeiro e abril. Após a gestação, o macho protege a fêmea e fornece alimento durante a gravidez e lactação, enquanto ambos os pais cuidam dos filhotes. Os jovens permanecem na família mesmo após nascimentos subsequentes.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
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