Vespa crabro
Vespa crabro · species
Vespa europeia é a maior vespa eusocial nativa da Europa, predadora de grandes insetos e defensora agressiva de seu ninho.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | Operárias: ~25 mm; Rainhas: até 35 mm |
|---|---|
| Dieta | Predadora de insetos: abelhas, besouros, mariposas, libélulas, louva-a-deus, outras vespas |
| Habitat | Nativa da Europa e Portugal; encontrada na América do Norte; constrói ninhos em troncos ocos de árvores (30x60 cm em média) |
| Comportamento | Defensiva do ninho; agressiva perto de alimento; pica quando pisada ou agarrada; busca ativa em abril, forrageio no outono |
A vespa-europeia (Vespa crabro) é a maior vespa eusocial nativa da Europa e o único vespão do gênero Vespa encontrado na América do Norte, trazido por colonizadores europeus em 1800. Trata-se de espécie autóctone de Portugal e parte de sua fauna desde tempos antigos.
As operárias medem cerca de 25 mm de comprimento, enquanto as rainhas atingem até 35 mm. Suas asas são laranja-avermelhadas e o abdômen peciolado apresenta listras marrom e amarelo. Os olhos são profundamente recortados em forma de "C", e possuem pelos no tórax e abdômen, embora menos densos que em abelhas. As fêmeas são geralmente maiores que os machos; apenas as fêmeas têm ferrão e possuem 12 segmentos nas antenas, enquanto os machos têm 13.
Comportamento e alimentação
A espécie pica quando pisada ou agarrada, mas evita conflitos na maioria das situações. Tornam-se defensivas perto do ninho e agressivas junto a fontes de alimento. São predadoras que caçam grandes insetos como abelhas, besouros, mariposas, libélulas, louva-a-deus e outras vespas. Também foram documentadas roubando presas de aranhas e atacando ninhos de Polistes nimpha.
Ninho e ciclo de vida
Constroem ninhos de papel em locais escuros, típica em troncos ocos de árvores, medindo em média 30x60 cm. As operárias mastigam cascas, árvores e plantas mortas, misturando-as com saliva para criar uma polpa que funciona como cimento. A rainha põe ovos nos favos a uma taxa média de 2,31 ovos por dia. As operárias executam "policiamento de operárias", destruindo fisicamente ovos postos por outras operárias para garantir que apenas a rainha se reproduza. As colônias mudam suas estratégias de alimentação sazonalmente: em abril saem ativamente em busca de alimento, mas no outono passam a catar alimentos disponíveis, frequentemente ao redor de lixos e áreas de piquenique.
Galeria
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