Bufo-real
Bubo bubo · species
O bufo-real é uma ave de rapina noturna de grande porte, a maior do Paleártico Ocidental, que caça principalmente coelhos em zonas rochosas e remotas da Península Ibérica.
O bufo-real é uma ave de rapina nocturna de grande porte, atualmente a maior ave de rapina nocturna do Paleártico Ocidental. Apresenta dimorfismo sexual: os machos da subespécie sibiriana atingem comprimentos de asa de 45,6 cm, enquanto as fêmeas chegam aos 49,1 cm. Na subespécie portuguesa (hispanus), os machos medem 42,2 cm de asa e as fêmeas 45,3 cm.
Características físicas
Sua cabeça de grandes proporções apresenta longos penachos auriculares que se elevam durante o voo ou quando perturbado. Possui grandes olhos com íris entre o amarelo-alaranjado e laranja-avermelhado. O disco facial é castanho-acinzentado nas partes superiores e integralmente castanho. A plumagem densa alterna entre tons castanho-avermelhado e castanho-amarelado, com manchas e riscas escuras no dorso e riscas pretas longitudinais no peito que se adelgaçam em direção ao ventre. Tem tarsos e dedos revestidos de penas, com fortes esporões e garras castanho-escuras.Habitat e distribuição
Presente na Europa, Ásia e África, o bufo-real prefere zonas rochosas em altitudes baixas a médias, entre matagais e culturas de sequeiro. Sua ocorrência depende da disponibilidade de coelhos-bravos, principal presa, e do afastamento de espaços com presença humana. Em Portugal, é raro e nidifica em zonas remotas do interior, como as serras da Arga e Amarela, Castro Laboreiro, e vale do Guadiana.Comportamento e predação
Trata-se de espécie sedentária e territorial, particularmente nocturna e crepuscular. Alimenta-se de ratos, ratazanas, gaivotas, patos, lebres e outros bufos. Emite vocalizações graves repetidas, especialmente ao anoitecer e amanhecer, usadas para defender território e atrair parceiros. A atividade vocal é mais intensa entre novembro e fevereiro. Nidifica em cavidades de troncos, com posturas de 2 a 3 ovos entre abril e maio.Atualmente enfrenta declínio populacional por envenenamento, destruição de habitats e perseguição humana. Fósseis desta espécie estimam sua existência desde o Pleistoceno Médio, há cerca de 250 mil anos.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
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Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





