Carettochelys insculpta
Carettochelys insculpta · species
Tartaruga do Rio Fly, aquática e seminária endêmica da Austrália e Nova Guiné, possui focinho tipo porco, carapaça flexível e nadadeiras.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | Até 70 cm |
|---|---|
| Peso | Até 20 kg |
| Longevidade em cativeiro | Média de 38,4 anos |
| Período total até eclosão | 86 a 102 dias |
| Máximo de ovos por fêmea | 22 ovos |
| Dieta | Onívora (plantas, algas, frutas, folhas, crustáceos, moluscos, insetos) |
| Habitat | Lagos, rios, riachos e áreas pantanosas da Austrália setentrional e Nova Guiné |
| Conservação | População em declínio desde 1981; vítima frequente do tráfico de animais exóticos |
Carettochelys insculpta diferencia-se de outras tartarugas de água doce por sua carapaça relativamente mole e flexível, além de patas transformadas em nadadeiras semelhantes às de tartarugas marinhas. Seu focinho externamente assemelha-se ao do porco, com narinas proeminentes na ponta, característica que originou seus nomes populares em inglês (Pignose Turtle, Fly River Turtle) e português (Tartaruga Nariz de Porco). A coloração varia entre cinza e marrom-acinzentado, e machos apresentam caudas maiores e mais proeminentes que as fêmeas.
Este animal não é completamente aquático. Distribui-se em lagos, rios, riachos e regiões pantanosas da porção norte da Austrália e, especialmente, da ilha de Nova Guiné. Constitui a única representante viva do gênero Carettochelys, subfamília Carettochelyinae e família Carettochelyidae, embora várias espécies extintas de Carettochelyidae tenham sido documentadas ao redor do mundo. Apesar de relativamente abundante em sua região, é considerada rara por ser endêmica desses locais específicos.
Seu comportamento revela traços territoriais mais marcados que em outras tartarugas: torna-se agressiva em cativeiro e é possível observar algo semelhante a uma organização social durante estações secas próximo a fontes hidrotermais. As informações comportamentais, porém, são limitadas devido ao reduzido número de estudos sobre a espécie.
A alimentação é onívora e inclui plantas, algas (principalmente raízes características de manguezais) e frutos e folhas de figueira que caem nos rios e lagos onde vive. Complementam a dieta pequenos animais como crustáceos, moluscos e insetos. Reproduz-se depositando ovos em regiões de areia fina próximas às margens dos rios e lagoas, geralmente entre setembro e fevereiro, em ciclos bienais. As fêmeas formam grupos de até 12 indivíduos durante a desova e utilizam suas nadadeiras para escavar a areia e construir câmaras que contêm no máximo 22 ovos cada uma. Os ovos levam em média 64 a 74 dias para eclodir sob condições ideais, mas o período total entre incubação e eclosão na natureza situa-se entre 86 e 102 dias.
A população sofreu declínio de mais de metade entre 1981 e 2011, principalmente devido ao tráfico para comércio de animais exóticos. Estima-se que entre 2003 e 2013 mais de 80.000 indivíduos foram confiscados em 30 operações de apreensão na Nova Guiné. Embora protegida por lei na Indonésia, a espécie continua sendo alvo frequente de captura e venda pelos habitantes locais. Em cativeiro, é adequada apenas para criadores experientes, pois tende a ser tímida, estressar-se facilmente e adoecer com frequência, além de se tornar agressiva e atacar outras tartarugas em recintos pequenos.
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