Cobra-real
📷 Lawrence Hylton · CC-BY ·fonte
Réptil Vulnerável VU

Cobra-real

Ophiophagus hannah · species

A cobra-real é a maior serpente peçonhenta conhecida, nativa da Ásia meridional e sudeste asiático. Alimenta-se principalmente de outras serpentes e possui neurotoxina potente em grandes quantidades.

Ficha técnica

Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.

Características
Comprimento3 a 4 m (normalmente); máximo registrado de 5,85 m
LongevidadeCerca de 20 anos
Gestação60 a 90 dias (período de incubação dos ovos)
DietaCarnívora: serpentes (venenosas ou não), lagartos, ovos e pequenos mamíferos
HabitatFlorestas tropicais, bosques de bambus, mangues e regiões de vegetação rasteira na Índia, sul da China e sudoeste asiático
ConservaçãoVulnerável (IUCN desde 2010)

A cobra-real é uma serpente peçonhenta da família dos Elapídeos, originária da Ásia meridional e sudeste asiático. Habita as planícies e florestas tropicais da Índia, China e outras regiões vizinhas, deslocando-se tanto no solo quanto entre as árvores e na água. Trata-se da maior cobra peçonhenta conhecida.

A coloração varia do marrom ao preto com listras brancas ou amarelas, podendo também apresentar tom verde-azeitona sem listras. Jovens exibem coloração preta brilhante com faixas amarelas estreitas. O pescoço possui uma capa expansível acionada quando a serpente se sente ameaçada. Sua dentição é proteroglífica, com duas presas curtas e não retráteis que canalizam o veneno para a presa. Os machos atingem tamanhos maiores que as fêmeas, característica incomum entre as serpentes.

Comportamento e reprodução

A cobra-real é carnívora e alimenta-se basicamente de outros ofídios, venosos ou não, além de lagartos, ovos e pequenos mamíferos. Apresenta dimorfismo sexual acentuado tanto em tamanho quanto em coloração, com machos exibindo cores mais claras, enquanto a cauda permanece geralmente preta em ambos os sexos. Vivem aos pares, comportamento incomum entre serpentes. Antes do acasalamento, executam uma dança nupcial com as cabeças erguidas.

É a única serpente que constrói um ninho elaborado arrastando ervas e ramos com a cauda. O ninho possui dois compartimentos: o inferior abriga os ovos e o superior é ocupado pela mãe que os protege de predadores, separados por folhas. A postura varia de 20 a 50 ovos, que eclodem de 60 a 90 dias após a postura, com a incubação ocorrendo pelo calor da vegetação. Pouco antes da eclosão, a mãe abandona o ninho supostamente para evitar devorar as crias.

Quando provocada, ergue um terço de seu corpo, expande a capa do pescoço e emite silvos semelhantes ao rosno de um cão, aproximando-se do agressor. Apesar de seu veneno ter toxidade moderada comparada à maioria dos Elapídeos, a cobra-real consegue inocular até sete mililitros de neurotoxina por mordida, quantidade suficiente para matar um tigre ou elefante. É tímida e evita contato com humanos, mas torna-se agressiva quando encurralada. A espécie encontra-se listada como vulnerável na Lista Vermelha da IUCN desde 2010, principalmente pela destruição de habitat e perseguição para obtenção de carne, pele e fígado utilizado na medicina tradicional.

Cobra-real
📷 Lawrence Hylton · CC-BY
Cobra-real
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Comparações

Lado a lado, com tabela de dados.

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