Jacaré-açu
Melanosuchus niger · species
O jacaré-açu é a maior espécie de jacaré da América do Sul, predador de topo que pode ultrapassar 5 metros de comprimento e meia tonelada de peso.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | até 5 metros (machos adultos); fêmeas adultas com média de 2,8 metros |
|---|---|
| Peso | acima de 300 quilogramas; possivelmente até meia tonelada |
| Tamanho de ninhada | média de 39 ovos |
| Peso dos ovos | média de 143,6 gramas cada |
| Maturidade sexual das fêmeas | quando possuem aproximadamente 2 metros de comprimento |
| Dieta | Jovens: insetos, caranguejos, caramujos, aranhas. Adultos: tartarugas, peixes, capivaras, veados, jiboias, sucuris |
| Habitat | grandes rios, riachos, lagos marginais, áreas de inundação sazonal, lagos de planície de inundação |
| Distribuição | Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana Francesa, Guiana, Peru e Brasil (Bacia Amazônica) |
| Status de conservação | protegida, população estável no Brasil |
O jacaré-açu é um predador de topo da América do Sul, presente em diversos países como Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana Francesa, Guiana e Peru, embora sua maior população habite a Bacia Amazônica brasileira, correspondendo a cerca de 70% dos indivíduos registrados. No Brasil, sua distribuição abrange todos os estados da região norte e dois da região centro-oeste, com ocorrência nas bacias dos principais rios amazônicos.
A espécie é caracterizada pelo focinho largo e liso com uma crista pré-ocular, coloração negra no dorso com listras verticais brancas ou amareladas, e olhos com íris esverdeada. Machos adultos ultrapassam frequentemente 5 metros de comprimento, enquanto fêmeas adultas medem em média 2,8 metros. Exemplares de grandes dimensões podem predar praticamente qualquer animal de seu habitat, inclusive jiboias e sucuris, alimentando-se normalmente de tartarugas, peixes, capivaras e veados.
O jacaré-açu prefere habitats com águas mais calmas, ocupando grandes rios, riachos, lagos marginais e áreas de inundação sazonal. Na Amazônia concentra-se principalmente nos lagos de planície de inundação, possuindo menor propensão a habitar águas salobras ou salinas. É um animal ectotérmico cuja termorregulação relaciona-se com atividades de alimentação, digestão, reprodução e crescimento.
Como carnívoro, jovens alimentam-se principalmente de insetos, caranguejos, caramujos e aranhas, evoluindo para vertebrados maiores conforme crescem. Fêmeas alcançam maturidade sexual aos aproximadamente 2 metros de comprimento, com tamanho médio de ninhada de 39 ovos, cada um pesando em média 143,6 gramas. O sexo é determinado pela temperatura de incubação, afetando também o tamanho dos indivíduos. Fêmeas apresentam cuidado parental meticuloso, protegendo ninhos contra predadores e permanecendo junto aos filhotes até um ano de vida.
Historicamente a espécie esteve à beira da extinção devido ao valor comercial de seu couro negro e carne. Atualmente encontra-se protegida com população estável no Brasil, permitindo o desenvolvimento de estratégias de manejo e conservação.
Galeria
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