Krait-de-faixas
Bungarus fasciatus · species
A krait-de-faixas é uma serpente elapídea venenosa da Ásia, com faixas pretas e douradas, tamanho máximo de 2,25 m e veneno altamente neurotóxico.
Bungarus fasciatus, conhecida como krait-de-faixas, é uma serpente elapídea venenosa endêmica da Ásia, distribuída desde o subcontinente indiano até o sudeste asiático e o sul da China. Seu reconhecimento é imediato graças às faixas alternadas pretas e douradas que circundam completamente o corpo. O maior exemplar registrado media 2,25 m de comprimento, embora o tamanho mais comum gire em torno de 1,8 m, consolidando-a como a maior espécie de seu gênero.
A cabeça é larga e achatada, pouco se distinguindo do pescoço. Seus olhos são pretos, e marcas amarelas em forma de ponta de flecha cobrem a cabeça preta; os lábios, região loreal, queixo e garganta apresentam coloração amarela. A cauda é relativamente curta, correspondendo a cerca de um décimo do comprimento total. Possui 15 fileiras de escamas dorsais na região média do corpo, uma crista vertebral distinta ao longo do dorso e uma estrutura de escamação especializada que reflete sua adaptação predatória.
Distribuição e habitat
Encontrada em toda a sub-região indo-chinesa, Península Malaia, arquipélago indonésio e sul da China. Na Índia, distribui-se amplamente pelos estados de Bengala Ocidental, Odisha, Mizoram, Assam, Manipur e Tripura, tornando-se progressivamente menos comum rumo ao oeste. Ocupa diversos habitats: florestas, áreas agrícolas, montes de cupins e tocas de roedores próximas à água. Frequentemente vive perto de assentamentos humanos e vilarejos, atraída pela abundância de roedores. Em Mianmar, foi encontrada em altitudes de até 1.500 m.Comportamento
As krait-de-faixas são tímidas, raramente vistas e predominantemente noturnas. Durante o dia, repousam em gramíneas, buracos ou valas em estado letárgico e lento. Quando perturbadas, tendem a esconder a cabeça sob suas espirais sem tentar morder, contrastando com sua maior atividade e periculosidade durante a noite. São mais frequentemente avistadas na estação chuvosa.Alimentação e reprodução
B. fasciatus alimenta-se principalmente de outras serpentes, mas também consome peixes, rãs, lagartos e ovos de serpentes. A presa é engolida com a cabeça primeiro, após ser imobilizada pelo veneno. Pouco se conhece sobre seus hábitos reprodutivos. Um caso documentado em Myanmar revelou uma fêmea incubando oito ovos, dos quais quatro eclodiram em maio. Os filhotes ao nascer medem entre 298 e 311 mm, e acredita-se que a maturidade seja atingida no terceiro ano de vida, com aproximadamente 914 mm de comprimento.Veneno
Seu veneno contém principalmente neurotoxinas (pré e pós-sinápticas), com quantidade média injetada variando de 20 a 114 mg. Embora sua toxicidade com base em testes de LD50 seja menor que a de outras espécies do gênero, a quantidade de veneno que pode injetar é a maior devido ao seu tamanho. Os principais efeitos clínicos incluem vômitos, dor abdominal, diarreia e tontura; envenenamentos graves podem levar à insuficiência respiratória e morte por asfixia. Uma taxa de mortalidade sem tratamento de 1 a 10% é registrada, possivelmente pela raro contato com humanos. Soros antiofídicos polivalentes estão disponíveis na Índia e Indonésia.Galeria
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





