Sucuri-verde
Eunectes murinus · species
A sucuri-verde é a maior e mais pesada serpente do mundo, encontrada em regiões alagadas da América do Sul, onde caça constrições próximas à água.
Ficha técnica
Dados medidos de fontes científicas — sem invenção.
| Comprimento | 3 a 5,21 m (normalmente até 3 m) |
|---|---|
| Peso | 30 a 97,5 kg (normalmente 30-70 kg) |
| Habitat | Regiões alagadas da América do Sul, especialmente Amazônia |
| Dieta | Peixes, aves, mamíferos (antas, cervos, capivaras), jacarés |
| Reprodução | Acasalamento na estação chuvosa (abril-maio) |
A sucuri-verde, Eunectes murinus, é a maior e mais pesada das espécies de sucuri, habitando as regiões alagadas da América do Sul, particularmente a Amazônia. Seu corpo apresenta desenhos que lembram a letra O do pescoço até a cauda, além de dois riscos laterais na face: um que surge do olho e outro da parte superior da cabeça.
Alguns indivíduos excedem cinco metros de comprimento e noventa quilogramas, porém o tamanho médio é substancialmente menor. O recorde confirmado em cativeiro foi de 6,28 metros, registrado em 1960 no Zoológico de Pittsburgh. Exemplares típicos pesam entre 30 e 70 quilogramas, embora haja relatos frequentes de indivíduos mais pesados.
Comportamento
Animais essencialmente aquáticos, as sucuris-verdes passam a maior parte de suas vidas dentro ou próximas à água, onde são mais rápidas e caçam com maior eficiência. Na terra, movem-se lentamente e tendem a responder com agressividade quando ameaçadas, utilizando mordidas e enrolar o corpo como defesa. Geralmente evitam contato com humanos, e casos de predação sobre pessoas são extremamente raros, ocorrendo apenas quando o animal está com extrema fome.
Alimentação e caça
Não venenosas, as sucuris matam suas presas por constrição. Alimentam-se de peixes, aves, mamíferos variados (antas, cervos, capivaras, suçuaranas) e répteis, incluindo jacarés. Ao detectar uma presa, submetem-se e encurtam a distância, enroscando a cauda em objetos submersos. Emergem em um bote rápido, puxando a vítima para a água e posicionando-a de cabeça para baixo até o afogamento, antes da deglutição.
Reprodução
Solitárias fora do período reprodutivo, as sucuris acasalam durante a estação chuvosa, geralmente entre abril e maio. Os machos rastreiam fêmeas por meio de feromônios ou estimulantes transportados pelo ar, frequentemente agitando a língua para detectar substâncias químicas. Em ausência de machos, é possível partenogênese facultativa, gerando ninhadas viáveis de fêmeas homozigóticas.
Galeria
Comparações
Lado a lado, com tabela de dados.
Espécies relacionadas
Parentes próximos e animais do mesmo habitat.





